07 abril, 2012
Deixei-te entrar na minha vida outra vez, deixei-me levar por este sentimento, deixei-te criar a dependência em mim. Peço-te, não me faças sofrer outra vez com a tua ausência, não deixes as tuas coisas à porta de casa como se estivesses de saída, como se estivesses só de passagem. Nem as tragas, vem só com o brilho dos teus olhos, com o teu sorriso radiante e fica comigo até a lua se cansar da noite, até que já não seja preciso chuva para o arco-íris aparecer. Não vás. Promete que não será o tempo que destruirá o que construímos até agora, que não será o vento que levará o que me resta de ti, que não será o mar que apagará o nosso caminho marcado na areia. Promete que estarás sempre disponível para mim, não importa a que distância estejamos, mesmo que já não queiras saber de mim. Promete que a tua mão não irá largar a minha mesmo que já não querias preenchê-la, que não me deixarás cair mesmo que não tenhas forças para me segurar, ou mesmo que a tua vontade seja contrária. Promete que vais voltar um dia mais tarde, mesmo que decidas que os nossos caminhos estão longe de serem traçados juntos, porque eu não acredito nisso. Não confio que os nossos caminhos sejam diferentes, que não podem ser traçados muito próximos, porque se já os traçámos até aqui, então também poderemos continuar o tempo que for necessário, o que faltaria seria força de vontade. Seremos mais do que esperamos ser, mais do que sonhamos e até mais do que queremos. Não digas nada, não pronuncies uma única palavra. Deixa que os teus olhos digam o que nunca disseste, deixa que o teu abraço conforte o que sentimos. Deixa-me ser o teu mundo, o teu sítio de refúgio quando a realidade não te satisfaz, , deixa-me ser a tua companhia enquanto caminhamos junto ao mar, onde as ondas terminam o seu incansável percurso. Deixa-me permanecer quando a noite chegar, quando o frio se apoderar de nós, quando as estrelas aparecerem para iluminar um pouco o escuro, quando a lua se tornar imensamente brilhante. Continua a fazer-me sorrir, a ser a razão do brilho nos meus olhos e a ser uma prioridade minha. E eu espero que no fundo tu queiras o mesmo que eu, sintas esta mistura de emoções que nos faz querer dar mais do que recebemos, sintas esta inequívoca vontade de demonstrar mais do que dizermos apenas palavras complexas que são impossíveis de transmitir o que sentimos, confio que tens as mesmas intenções e que darias tudo para que isto não se destrua com o tempo, e que se torne mais forte num dia com chuva em que esteja frio, com as gotas de água a caírem fortemente nas nossas faces, percorrendo um caminho incerto sem destino, tudo isto num suave toque dos teus lábios no meu nariz gelado, que se prolonga num abraço perfeito, como antes nunca dado. E tudo o que eu te quero dizer, tudo o que penso, está tudo dentro de uma caixinha, à espera do momento certo para ser dito, para ser demonstrado correctamente, o que não tem acontecido agora. Nesse dia, em que o sol ou a lua estejam a brilhar, o céu esteja perfeito, juntamos os nossos mundos e traçamos os nossos caminhos num só. E deixa-me permanecer no cantinho do teu coração, aquele pequeno lá no fundo onde não existe mais ninguém, quando eu me sinto única por pequenos instantes, quando tu me abraças com a maior vontade e dizes que sentiste a minha falta. Bate à minha porta, abraça-me sem hesitação, diz-me que voltaste para ficar e que nunca me vais deixar, deita-te ao meu lado, olha-me nos olhos e diz-me o que nunca antes disseste, deixa-te adormecer com os teus braços à minha volta e dá-me um último beijo, com o tempo e relógios parados. Aí sim, somos só tu e eu, para sempre.
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