15 dezembro, 2012

Sempre precisei de algo que me fizesse sentir segura, e até hoje, não mudei. Tenho medo de várias escolhas que faço, certos desejos e motivações que possuo. Nunca tentei mudar isso, a acrasia sempre tomou conta desta pequena parte do meu ser. Talvez isto seja o que sou realmente, aquilo que sempre fui e só agora é que o descobri. A realidade sempre foi pequena comparada ao mundo com que tenho imaginado nos meus pensamentos e nos meus sonhos, acreditando que, algum dia, isto se tornará melhor, até mesmo as pessoas. Tu nunca mudaste, continuas a ser sempre a pessoa que eu conheci. Por mais que eu te tivesse imaginado de todas as maneiras possíveis, com todas as facetas que poderias ter, tu continuas a mesma pessoa honesta, com a maior sinceridade que eu já notei em alguém, capaz de confiar com tudo o que tem, arriscando num futuro que nem tu próprio sabes se algum dia irá ter resultado. É disso que eu preciso, de arriscar tudo o que é meu em algo que valha mesmo a pena, sem me arrepender se algo correr como menos esperado. Preciso de coragem, bastante! Sempre esteve ausente em todas as situações em que precisei dela, traindo a minha confiança e faltando sempre aos compromissos, ou pelo menos, chegando sempre atrasada. Porquê? Nunca tive tanta sorte como maior parte das pessoas, talvez. Continua a incerteza na minha cabeça, tentando compreender o porquê de não ter feito o que devia ter feito naquele preciso momento, em que era tudo ou nada. Falho sempre, porquê? Preciso de ti, da tua sinceridade e da tua grande honestidade. Pelo menos, tu nunca falhaste quando precisei de ti, ao contrário da coragem. Tu sempre estiveste lá, mesmo quando eu nunca favorecia o teu humor, tornando-o pior. Tu és o melhor de mim, és o que eu preciso agora, neste momento. Do futuro ninguém sabe, mas sei eu que vou fazer de tudo para que o tempo não se apodere dele mesmo.

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